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Hobbies Nao Projetos

Introdução

Na vida de uma pessoa da área de tecnologia, sempre pensamos um passo à frente em nossas carreiras, no próximo projeto, na próxima grande mudança de emprego, naquela palestra que te dará visibilidade ou mesmo naquela contribuição em projetos Open Source que fará toda a diferença em algum momento no futuro.

Hoje quero dizer que isso, na verdade, não importa tanto!

Projetos Pessoais

Crescimento pessoal, evolução e grandes objetivos são as frases que todo coach diz e, nós mesmos, já até internalizamos esse tipo de atitude sempre que iniciamos algo ou para planejar nossas vidas e ações. Mas isso não é o que realmente importa.

Em um mundo cada vez mais preocupado com o ter, e não com o ser, estamos perdendo oportunidades ótimas de nos desenvolvermos fora das telas do computador; hoje em dia o diferente não é ter milhares de sites criados, um portfólio imenso ou contribuído em inúmeros projetos Open Source, o diferente é fazer escalada nos sábados, andar de bicicleta pro trabalho, fazer Ioga todas as quartas ou jogar tênis de mesa toda terça e quinta.

Vocabulário

Nosso vocabulário mundano tem diminuído muito com a extrema especialização que estamos vivendo, cada vez mais as pessoas se juntam com outras pessoas similares, que falam e fazem sempre as mesmas coisas e que, juntos, parecem mais uma colônia de formigas do que seres humanos únicos, criativos e cativantes.

Àquela conversa no meio do cafézinho está cada vez mais rasa, não conseguimos deixar de tocar no assunto trabalho, nós não somos os nossos trabalhos. Há muito mais vida fora do trabalho do que dentro dele, nós trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar? Não existe mais nada de interessante fora nossa bolha? E fora do nosso trabalho?

Sem falar nas nossas crenças, calorosas e opinativas. Sabemos de tudo mas, ao mesmo tempo, não sabemos de nada. Não vivemos mais sem o Google ou o Wikipédia, nossas falas estão marcadas por aquilo que ouvimos falar e não por aquilo que realmente vivenciamos ou sentimos.

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Hobbies

E, talvez, a salvação desse destino sejam os Hobbies…

Criar novas formas de se divertir, experimentar uma caminhada na praia, ler um livro ao pôr do sol, sair do computador.

Tentar entender o que o outro sente, realmente se importar com outras pessoas e não somente com o que ela faz, com o que ela têm ou com quem ela anda.

Somos mais do que isso e podemos ser melhores do que estamos sendo.

A evolução na vida não se dá só por aquilo que entregamos, mas como entregamos, com empatia, com respeito e entendendo a real necessidade do outro lado.

Que criemos novos Hobbies, novas formas de ver o mundo, novos horizontes, novas perspectivas e não novos projetos!